Irreverência  e  surrealismo de Tarcisio Lage

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Duas histórias para qualquer criança.Pode ser que pai e mãe atacados de autoritarismo agudo não gostem.

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CONTATO COM O AUTOR

ARTIGO

07/08/2020

 

GUEDES, O CARA DE PAU

           É como se eu estivesse vendo o Errol Flyinn calçando as botas, com as quais iria morrer, pouco depois de ter lascado um beijo de despedida na boca carnuda da meiga Olivia de Havilland. Morreu com o Colt ainda fumegante atravessado pela lança envenenada de Anthony Quinn, quer dizer, de Crazy Horse. É possível que a maioria da nova geração nem saiba do que estou falando, pois, na certa, nunca viram O intrépido general Custer, tradução puxa saco do título em inglês: They died with their boots on, que é apenas um dos inúmeros filmes que Hollywood entupiu os cinemas do mundo inteiro para justificar o massacre da população indígena estadunidense.

           Pois não é que o Paulo Guedes houve por bem jogar da cara dos vassalos de Trump os massacres de índios promovidos pelo general Custer e outros da mesma estirpe, ao abrir as fronteiras dos Estados Unidos para as caravanas de colonizadores. E elogiou o Brasil no trato da população indígena no período colonial, esquecendo-se dos massacres por conta da sanha dos bravos bandeirantes, da redução de uma população inicial de 6 milhões de indígenas para algo em torno de 300 mil. Bandeirantes de um lado, jesuítas do outro. Os bandeirantes escravizando e matando, os jesuítas roubando a alma indígena, impondo uma religião alheia. Agora é a vez do agronegócio, das mineradoras e dos desmatadores em geral.

           No entanto, Paulo Guedes, ao falar no Aspen Security Forum, do Instituto Aspen, ao lado das pistas de esqui de gente do topo da pirâmide, disse que fomos amáveis com os índios. Cara de pau, que deixa a Covid-19 dizimar aldeias negando qualquer ajuda. E mentiu, dizendo que o Brasil não precisa ir à Amazônia para produzir bens agrícolas. E os desmates são pra quê, só pela madeira? Ainda que a plateia fosse selecionada, banqueiros, empresários, essa gente, o mais provável é que não tenha convencido grande parte da audiência. Estão todos temerosos com o novo mundo que vem aí no rasto do Coronavírus, com milhões de novos famintos e com a possibilidade (ou o desejo, se quiser) da internacionalização crescente do protesto.

TEATRINHO RÁPIDO E RASTEIRO

Amor em tempo de Corona

RAPAZ     Me dá um beijo!

MOÇA      Só se for soprado.

RAPAZ     Lá vai...

MOÇA      Espere! Vá para o outro lado. Contra o vento.

Fecha-se  o pano diante da plateia mascarada

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